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domingo, 25 de setembro de 2011

Eles não acreditam

Longe de mim querer apelar para um argumento de autoridade, mas esse é um vídeo que sempre me arrepia.


Gente brilhante, com declarações brilhantes.


Vale ganhar uma horinha de sua vida vendo isso....






quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dawkins fala ao New Yourk Times

Dando uma pausa na retrospectiva, gostaria de dividir com vocês este perfil do Richard Dawkins feito pelo New York Times.

Poucas coisas me emocionam tanto quanto pessoas que falam com paixão sobre o conhecimento científico.

E é legal ver que o caminho para a conversão é sempre o mesmo.

O conhecimento científico.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

50% +1 - Mais da metade da vida não acreditando, e sendo muito feliz por conta disso (Parte 3)


Depois de uma pausa, vamos para a parte três da história, na qual conto como foi o momento de assumir para o mundo a minha posição como ateu, mas principalmente o dilema em assumir para mim mesmo.

E se é a primeira vez que você esta vindo aqui, você pode ver a parte 1 aqui, e a 2 aqui.

Capítulo 3 - A lanterna dentro do armário

Ok, deus não existe, e agora? Você foi criado desde o nascimento acreditando que estamos aqui com um propósito, que existe alguém sempre olhando por nós, que essa vida é só uma passagem, que tem um lugar bem melhor nos esperando desde que sejamos bons e toda essa baboseira. De repente, você descobre que nada disso é verdade. Como proceder?

Tenho que adimitir, o primeiro momento em que pensei “deus não existe!”, foi estranho, muito estranho. Estranho, de ficar com frio na barriga. Aquele sentimento de estar fazendo algo muito, mas MUITO errado.

Me lembro como se fosse hoje, sozinho na sala, depois de ter lido mais algum dos inúmeros textos da STR, olhando para a tela do computador, pensei uma, duas, três vezes. Sinceramente, achando que algo iria acontecer. Juntei forças e falei em voz alta, esperando, sei lá, que um raio caísse sobre a minha cabeça, que o quadro de Jesus, que tínhamos na sala, começasse a falar, alguma coisa sobrenatural. Mas nada aconteceu.

Momento de reflexão: Isso só para ilustrar a maldade que a maioria dos pais fazem ao doutrinar uma criança, claro, muito sem se dar conta disso, mas é algo cruel, e que não tenho dúvidas que daqui a alguns anos, ok, alguns não. Daqui a muitos anos, será considerado um tipo de abuso psicológico dos mais perversos.

Esse primeiro momento foi bem confuso. Por um lado, tinha bem claro para mim, que nada disso existia, mas por outro, a culpa estava ali, presente, chegando até a ao ponto de sentir vergonha por estar me desviando tanto do caminho considerado o normal.

Não sei como deve ser esse momento para quem assume ser gay, mas acredito que deva ser algo bem parecido. Mas com um agravante, e sem querer polemizar aqui, quem é gay, nasce assim, não tem muito o que fazer, ele não se torna, ele, ou ela, apenas se descobrem e se assumem. Já no caso de virar ateu dentro de uma família religiosa, a coisa é um pouco diferente, é você que procura isso, você realmente se torna. A "culpa”, ou o mérito, disso é todo seu. Inclusive o estigma que isso carrega. Afinal, nunca é demais lembrar que de acordo com várias pesquisas, o grupo mais rejeitado pela população em geral é o dos ateus, ficando a frente de travestis, prostitutas, presidiários e viciados em drogas.

Mas ao mesmo tempo que a culpa pesava que nem um bloco de concreto no peito, eu começava a me dar conta do quanto essa história de religião e deus é algo frágil. Afinal, um moleque de 15 anos, inteligente sim, mas nada acima do normal, sem nenhum profundo conhecimento em física, biologia, história ou filosofia, consegue chegar sozinho  a uma argumentação que derruba ao castelo de cartas que sustenta toda essa ficção. Ai comecei a entender o motivo de tantos dogmas, o por que de buscar as respostas com uma pinça, copiando as palavras da bíblia ou de seus intérpretes. Como gosto de dizer, existem apenas três tipos de pessoas que com toda a informação que temos hoje ainda acreditam em deus. 1º Tipo - Os que infelizmente não tiveram acesso a educação formal. 2º Tipo - Os que tem acesso, mas tem preguiça ou não tem interesse de pesquisar ou pensar a respeito. E por fim, o 3º Tipo - Os que tiveram acesso, pesquisaram e das duas uma, ou estão tão infectado pela doutrina que sofreram, ou são muito burros e não conseguem entender. Me surpreende que consigam vestir as calças. Tem gente que considera um 4º tipo, os do que tem medo, ou “preferem” continuar acreditando. Esses eu considero já como ateus, no máximo agnósticos. Eles já tem a consciência, só falta a coragem.

Uma coisa eu posso afirmar, uma vez que você chega a conclusão da não existência de divindades, é IMPOSSÍVEL voltar atrás. Lembramos sempre que alegações extraordinárias necessitam de provas extraordinárias. Portanto, pai e mãe, que estão lendo isso, a chance de um dia eu voltar a acreditar é a mesma chance de existir um deus. Ou fada, ou papai noel, ou gnomos, ou o mostro de espaguete voador, ou o invisível unicórnio cor de rosa, ou do Corinthians ganhar a libertadores.

Voltando ao tema principal desse capítulo, a saída do armário para o mundo. Esse momento nunca é fácil, lembrando sempre que falo aqui de se assumir dentro de uma família religiosa, tem gente que teve a sorte de nascer em uma família secular e isso não é problema.

Lembro que o primeiro movimento que eu tive no sentido de começar a me declarar ao mundo foi um texto que escrevi para colocar no mural da sala de aula. Para contextualizar, com o intuito de estimular os alunos a pensar e a escrever, podíamos fixar textos na parede da classe, sobre qualquer tema. Mais um erro das freiras, lição número um para manter as pessoas em uma religião: NUNCA, em hipótese ALGUMA, estimule os indivíduos a pensar.

Não lembro exatamente como era esse texto, mas o título era algo como “Religião. Liberdade ou Prisão?”. Nele eu questionava se o fato de seguir uma religião nos levava a liberdade e alegria, ou apenas a uma prisão feita de dogmas e culpa. Claro que este texto não durou nem dois dias no mural. Depois disso, ainda escrevi outro ponderando se a vida eterna realmente seria algo bom, (que é um tema que ainda pretendo abordar em outro post,) após este ter sido novamente arrancado do mural, desisti de publicar meus “artigos”

Mostrei estes textos para minha mãe, ainda sem me declarar ateu, mas, tentando preparar o terreno, sentir a receptividade. Acredito que não teve um momento de sentar e falar, “sabe gente, eu não acredito nessa histórinha de deus, e bla bla bla”. Foi algo que foi sendo revelado aos poucos, com um comentário aqui, outro ali, algumas ironias e após algum tempo, algumas discussões até um tanto acaloradas, principalmente com meu pai, que não gostava de ouvir que o filho dele não acreditava no grande Juju da montanha, geralmente era finalizadas com alguma das seguintes frases. “Isso é coisa da idade, vai passar”, “Um dia você vai ver o tamanho da besteira que você esta falando”, “Você pode falar isso, mas Jesus continua te amando” e a minha preferida, “Só espero que quando você perceber, já não seja tarde demais”.

Mas a minha frase favorita foi quando depois de um destes debates, meu pai virou e falou algo na seguinte linha, “Você é muito inteligente e provavelmente vê algo que a gente não vê, mas eu vou continuar acreditando”. Não foram essas as exatas palavras, mas o contexto era esse.

Depois de já estar escancarado na família, foi mais fácil falar para os amigos da escola. Mesmo sendo visto com estranheza, não sofri preconceito nem nada parecido. Apesar de uma ou outra provocação, como chegar para a freira professora de religião e falarem, “Irmã, o Paulo Henrique não acredita em deus”, obrigado por isso Eduardo, e ter que ouvir uma dos diálogos mais bizarros de toda a minha vida: “Você acredita, no bem” “Sim”, “Então você acredita em deus, só não percebeu ainda”. WHAT???? Sim meus amigos, essa é a lógica das pessoas que acreditam em seres imaginários.

Hoje em dia, não tenho problema nenhum em me declarar ateu, mesmo quando as pessoas não me perguntam, porém já não tenho mais muita paciência para debates, estes que serão o tema do próximo post.


E se alguém quiser dividir sua história, concordar, discordar ou qualquer coisa, os comentários estão abertos para todos


Cheers

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

50% +1 - Mais da metade da vida não acreditando, e sendo muito feliz por conta disso (Parte 2)


Bom, primeiramente, se você chegou aqui e ainda não leu a Parte 1 é só clicar aqui.

Agora se você esta com curiosidade de saber como a história continua, vamos lá.

Capítulo 2 - Largando a coxinha e encarando o suco de couve

Estou agora com cerca de 14 anos, isto me coloca na 8 série, não lembro muito bem se existiu um fato específico para eu começar a ter dúvidas em relação a, primeiramente religião e depois da própria existência de um deus ou algo parecido, mas lembro que foi nesse ano, 1995 que as primeiras dúvidas surgiram.

A religião formal começou a perder um pouco o sentido, lembro que um dos motivos que me fizeram olhar com outros olhos toda essa história foi o fato de uma de minhas avós viver pulando de religião em religião, catolicismo, evangélica, espiritismo etc.

Isso me chamou a atenção, tantas crenças, todas afirmando serem a correta e com preceitos tão diferentes uma da outra. Principalmente entre católica e espiritismo. Uma acredita em reencarnação e a outra é totalmente contra.

Como pode duas religiões que seguem basicamente o mesmo deus e seu preposto, o hippe Jesus, discordar em questões tão fundamentais? E se religiões parecidas discordam tanto assim, imagine as mais diferentes. Mas imaginar não era suficiente, resolvi pesquisar.

Naquele ano Internet ainda era algo precário, discada, não existia nem o verdadeiro omnisciente Google, utilizava basicamente o Cadê? para realizar as pesquisas já que meu inglês não era la essas coisas, então tinha que me contentar com o material em português, muito limitado e com pouca qualidade.

Mas foi uma época interessante, conheci um pouco sobre budismo, islamismo, judaísmo, mitologia grega e nórdica (aqui abro um parentesês, por qual motivo essas são tratadas como mitologia? Qual a diferença entre um cara que mora no Monte Olimpo e outro que transforma água em vinho), religiões primitivas, satanismo. Resumindo, era relacionado com religião eu estava lendo. E que engraçado isso, as contradições não só entre linhas distintas, como em denominações diferentes de uma mesma religião. E não eram apenas divergências a cerca de uma ou outra interpretação, eram dogmas completamente opostos que eram as fundações das crenças. Era impossível ser um mesmo deus. O que era permitido para um, podia te levar para o inferno no outro.

Fui me aprofundando mais, afinal, queria saber qual que era o deus verdadeiro. Já pensou passar a vida inteira seguindo os mandamento de um e no final das contas, não ir para o paraíso por que comia Bacon? Duro né?

Nessa “investigação”, vamos chamar assim, uma coisa começou a ficar muito evidente, o deus verdadeiro, era o deus do local e época em que as pessoas nasciam. Então a pessoa que nasceu no império Asteca e achava ok arrancar o coração do outro para oferecer a Huitzilopochtli estava errado? E ele ia para o inferno por causa disso? Mas ninguém contou para ele a regra do jogo. Era justo isso? Comecei a achar que não.

E quanto mais pesquisava, mais encontrava semelhanças que eram praticamente cópias, e diferenças incompatíveis entre as mais diversas crenças. Algo não cheirava bem.

Paralelamente a isto, fiz a tal da crisma, não lembro muito bem dela, afinal, eu fiz por que todos os amigos fizeram, e era na escola, e tinha meninas nas classes. Mas digo que na época da cerimonia, eu já tinha quase me convertido completamente.

Mas até ai, a minha busca era para tentar descobrir o deus de verdade, ainda não me passava pela cabeça a hipótese dele não existir.

Foi quando em uma dessas navegadas no período da tarde me deparo com um site, com um nome que me chamou a atenção, Sociedade da Terra Redonda, a STR. Confesso que sempre abro um sorriso quando lembro, guardo esses primeiro contatos com a comunidade ateísta com um imenso carinho.

Não sabia que se podia não acreditar em nada. Nunca  havia convivido com nenhum ateu, tinha uma percepção que o ateísmo era uma corrente do satanismo ou coisa parecida. Até que comecei a ler os artigos, as frases, me inscrevi no grupo de e-mail, o qual participo até hoje, primeiramente, apenas como observador, depois escrevendo uma ou outra coisa, e sendo massacrado pela falta de lógica.

Uma coisa tenho que admitir, não é fácil se tornar ateu. Os ateus, e me incluo nessa, são seres um pouco arrogantes por natureza, apesar de querermos que o mundo se torne ateu, não fazemos questão nenhuma de facilitar o caminho para isso. E acho isso correto, é algo que tem que ser concluído, conquistado, não pode vir de graça. Eu gosto de fazer a seguinte comparação, a religião é a coxinha, o pão de batata, o refrigerante. É gostosa, conforta, fácil de digerir, satisfaz de uma maneira rápida, tem a complexidade de um pão de queijo. Porém, e tudo tem um porém, vira gordura, vai pra barriga, te deixa preguiçoso e no final das contas, não te dá todos os nutrientes que você precisa, apenas enche sua barriga. Já a conversão para o ateísmo é o suco de couve, a salada crua, o levantar as 5:30 da manhã para ir a academia. É dolorido, desconfortável, não tem nenhuma preocupação se você vai achar gostoso, mas te da todos os nutrientes, melhora seu coração, te deixa com um corpo legal, e vai te levar a viver um bocado. Portanto, se você que está lendo aqui não é um ateu e quer saber por que motivo somos tão orgulhosos, tente imaginar o orgulho que um cara que pesava 250 kilos teria se depois de muita dieta e exercício, sim por que nesse caso não existem plásticas nem remédios para fazer o processo ficar mais fácil, passasse a pesar 85 kg, com um corpo todo definido. Então é bem por aí.

Acho que dei uma divagada, mas vamos voltar a história.

Mesmo com todas porradas que tomava no fórum e na lista, eu resolvi continuar escrevendo e dividindo meus pensamentos, afinal esse era o meu único contato com esse mundo descrente. Mas passei a tomar alguns cuidados, o primeiro foi decorar a lista de falácia, afinal, nada pior do que ter uma argumentação desacreditada por um ad hominen ou pior um non sequitur já no primeiro parágrafo. Depois foi começar a me informar mais sobre os temas que ia dar o meu pitáco. Mas muito da racionalidade e poder argumentativo que tenho hoje se deve a esse início nem um pouco afável.

E posso dizer que chegando ao fim de 1995 eu já era ateu, mas ainda não tinha a coragem de assumir isso para o mundo nem para mim mesmo. O momento da verdade eu vou contar no próximo post, isso é se ainda tiver alguém acompanhando.

Cheers

terça-feira, 13 de setembro de 2011

50% +1 - Mais da metade da vida não acreditando, e sendo muito feliz por conta disso (Parte 1)


Esse segundo semestre de 2011 é muito importante para mim, pois passo oficialmente e ter mais de 50% da minha vida como ateu.

Sei que para muitos isso pode não significar nada, mas para mim, certamente é o fator principal que moldou todo meu pensamento, meus valores e a forma como encaro a vida. Tudo que eu sou hoje foi construído, muito com fundações no pensamento ateísta e tudo mais que ele carrega e representa.

O fato de saber que estamos aqui por nossa conta, sem nenhum amparo, e que a vida é uma só, (sem segunda chance), dá uma sensação de liberdade e responsabilidade que é impossível de se imaginar ter seguindo algum tipo de religião.

E para celebrar esse marco tão importante para mim, resolvi fazer uma retrospectiva de todas essas épocas: desde o passado religioso, as primeiras dúvidas, a pesquisa, a formação argumentativa - que levou a falar: “isso é uma besteira sem tamanho e não faz sentido” -, a culpa envolvida no primeiro momento em que se fala "não acredito em deus", o momento de assumir essa posição para a família e para o mundo, além de relembrar os primeiros livros, fóruns, debates e o engajamento.

Não sei se alguém irá ler. Mas sei que essa transição apesar de muito difícil, vale muito a pena. E sei lá, se ajudar a pelo menos a uma pessoa, já estará valendo.

Capitulo 1 - Quase um coroinha (ok também não foi para tanto)

Como grande parte da população brasileira, nasci e fui criado em uma família com religião definida, no caso, católica. Fui batizado logo após meu nascimento, estudei em um colégio católico, - Santa Marcelina, em São Paulo e minha casa sempre teve quadro de Jesus, bíblia, imagem de santa, essas coisas...

Quando menor, eu e meu irmão éramos incentivados a rezar antes de dormir, decorei o pai nosso e a ave Maria, mas confesso que o credo e salve rainha, nunca consegui.

Eventualmente íamos à missa.

Mas desde cedo, nunca gostei muito dessas coisas todas. Lembro de diversas ocasiões nas quais meu pai e meu irmão foram sozinhos à igreja enquanto eu preferia ficar em casa assistindo aos desenhos de domingo... apesar de ainda acreditar em tudo o que me estava sendo doutrinado. Apenas tinha preguiça de ir.

Na escola, tínhamos aulas de religião, nas quais eram passadas os “valorosos ensinamentos da palavra”. Porém uma coisa tenho que dar crédito ao Colégio Santa Marcelina: nunca tentaram passar o Gênesis como uma verdade e não o colocavam em pé de igualdade com a ciência de verdade. Talvez aí tenha sido o grande “erro” deles, inclusive. (Mas chegaremos nesse ponto nos próximos posts.) ;-)

Neste meio tempo fiz o catecismo e a famosa primeira comunhão, contando as aulas preparatórias. Eu tinha cerca de 11, 12 anos nessa época.

E foi ai, analisando retrospectivamente, que comecei a notar que tinha algo de muito diferente com essa tal de religião, por mais que na hora eu não tenha tido essa percepção.

Nas tarefas do curso, sempre que tinham as perguntas do livro, a professora que o ministrava, a freira (e aqui cabe um adendo, não chamo de irmã, pois, não sou irmão dela) Lúcia, sempre falava: “As repostas devem ser retiradas com pinça do livro”.

Sempre achei isso curioso, em todas as outras matérias nos era incentivado raciocinar, chegar às nossas conclusões, porém, nessa matéria, a tal da religião, a resposta deveria ser copiada letra por letra ou do livro texto, ou da da bíblia.

Mas, afinal, se é a palavra de deus, não tem sentido fazermos interpretações, conjecturas ou qualquer outra coisa, o que pode ser mais certo do que isso, não é?

E eu engoli isso, tomei como verdade na época, e o jogo seguiu.

Finalizei o curso, confessei, me preparei para o “dia mais importante da minha vida”, o dia que iria me alimentar com o corpo de Cristo.

(Uma pausa na narrativa para algumas considerações, pretendo fazer isso sempre que couber.)

Hoje vejo o tamanho da violência psicológica dessa  situação.

Imagine uma criança com seus 11, 12 anos, sendo obrigadas a caçar em sua memória atitudes que ela tenha que pedir perdão, que são um crime aos olhos de um ser que vê tudo e sabe de tudo.
Francamente, qual a grande falha de caráter que alguém com essa idade pode ter, para que seja negada a entrada no “reino dos céus” caso não se arrependa?

Além de ter que fazer toda essa reflexão, tem que dividir isso não com seus familiares, nem com sua professora, amigos, psicóloga, etc. Mas com um sujeito que você nunca viu, mas aparentemente tem o poder de pegar todos esses “erros” que você cometeu e varrer para baixo do tapete.

Voltando, após a confissão e ao canibalismo simbólico, me senti bem, fazia parte de um grupo, era maduro, tomei “minha própria decisão” de fazer entrar na família católica, podia agora entrar naquela fila que todos entravam na missa, ainda acreditava, sentia até uma certa paz quando comia a bolachinha, estava inserido.

Logo após o ato, até participei mais das missas, afinal, agora podia participar de todo o ritual. Mas logo a empolgação passou, e voltei a preferir os desenhos e as séries que passavam na Globo, como Tal Pai, Tal Filho, Herói por Acaso e Anjos da Lei.

Mas ainda acreditava, eventualmente rezava a noite, agradecia, pedia, essas coisas.

E isso foi até os 14, 15 anos, fim do 1 grau, inclusive fiz minha crisma, quando você meio que confirma que você quer mesmo participar de toda essa “família”.

Mas posso afirmar que nessa época minha fé já não era mais tão inabalável, mas isso é tema para o próximo post.


Cheers

quarta-feira, 23 de março de 2011

ESTUDO INDICA QUE RELIGIÃO PODE SER EXTINTA EM 9 PAÍSES RICOS

Então, infelizmente isso ainda não é verdade.

Apenas postei isto para mostrar um exemplo de como os dados sem uma análise bem feita podem levar a conclusões precipitadas, para não dizer direcionadas.

E também para mostrar que o pensamento científico e crítico tem que funcionar sempre, mesmo quando os resultados seriam favoráveis às nossas opiniões


Grifo de Daniel Sottomaior

"O ESTADO DE S. PAULO, 22-03-2011

ESTUDO INDICA QUE RELIGIÃO PODE SER EXTINTA EM 9 PAÍSES RICOS

Uma pesquisa baseada em dados do censo e projeções de nove países ricos constatou que a religião poderá ser extinta nessas nações.

Cientistas analisaram dados colhidos desde o século 19

Analisando censos colhidos desde o século 19, o estudo identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirma não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça.

Através de um modelo de progressão matemática, o estudo, divulgada em um encontro da American Physical Society, na cidade americana de Dallas, indica que o número de pessoas com religião vai praticamente deixar de existir nestes países.

''Em muitas democracias seculares modernas, há uma crescente tendência de pessoas que se identificam como não tendo uma religião; na Holanda, o índice foi de 40%, e o mais elevado foi o registrado na República Checa, que chegou a 60%'', afirmou Richard Wiener, da Research Corporation for Science Advancement, do departamento de física da Universidade do Arizona.

O estudo projetou que na Holanda, por exemplo, até 2050, 70% dos holandeses não estarão seguindo religião alguma.

Modelo

A pesquisa seguiu um modelo de dinâmica não-linear que tenta levar em conta fatores sociais que influenciam uma pessoa a fazer parte de um grupo não-religioso.

A equipe constatou que esses parâmetros eram semelhantes nos vários países pesquisados, resultando na indicação era de que a religião neles está a caminho da extinção.

"É um resultado bastante sugestivo", disse Wiener.

"É interessante que um modelo tão simples analise esses dados...e possa sugerir uma tendência".

"É óbvio que cada indivíduo é bem mais complicado, mas talvez isso se ajuste naturalmente", disse ele. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. [i]

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,estudo-indica-que-religiao-pode-ser-extinta-em-9-paises-ricos,695510,0.htm

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Religion may become extinct in nine nations, study says

By Jason Palmer Science and technology reporter, BBC News, Dallas
Half-empty church In the UK, Wales has the highest proportion of religiously "non-affiliated"

A study using census data from nine countries shows that religion there is set for extinction, say researchers.

The study found a steady rise in those claiming no religious affiliation.

The team's mathematical model attempts to account for the interplay between the number of religious respondents and the social motives behind being one.

The result, reported at the American Physical Society meeting in Dallas, US, indicates that religion will all but die out altogether in those countries.

The team took census data stretching back as far as a century from countries in which the census queried religious affiliation: Australia, Austria, Canada, the Czech Republic, Finland, Ireland, the Netherlands, New Zealand and Switzerland.

Nonlinear dynamics is invoked to explain a wide range of physical phenomena in which a number of factors play a part.

One of the team, Daniel Abrams of Northwestern University, put forth a similar model in 2003 to put a numerical basis behind the decline of lesser-spoken world languages.

At its heart is the competition between speakers of different languages, and the "utility" of speaking one instead of another.

"The idea is pretty simple," said Richard Wiener of the Research Corporation for Science Advancement, and the University of Arizona.

"It posits that social groups that have more members are going to be more attractive to join, and it posits that social groups have a social status or utility.

"For example in languages, there can be greater utility or status in speaking Spanish instead of [the dying language] Quechuan in Peru, and similarly there's some kind of status or utility in being a member of a religion or not."
A man fills in a census form Some of the census data the team used date from the 19th century

Dr Wiener continued: "In a large number of modern secular democracies, there's been a trend that folk are identifying themselves as non-affiliated with religion; in the Netherlands the number was 40%, and the highest we saw was in the Czech Republic, where the number was 60%."

The team then applied their nonlinear dynamics model, adjusting parameters for the relative social and utilitarian merits of membership of the "non-religious" category.

They found, in a study published online, that those parameters were similar across all the countries studied, suggesting that similar behaviour drives the mathematics in all of them.

And in all the countries, the indications were that religion was headed toward extinction.

However, Dr Wiener told the conference that the team was working to update the model with a "network structure" more representative of the one at work in the world.

"Obviously we don't really believe this is the network structure of a modern society, where each person is influenced equally by all the other people in society," he said.

However, he told BBC News that he thought it was "a suggestive result".

"It's interesting that a fairly simple model captures the data, and if those simple ideas are correct, it suggests where this might be going.

"Obviously much more complicated things are going on with any one individual, but maybe a lot of that averages out."

http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-12811197

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A mathematical model of social group competition with application to the growth of religious non-affiliation
Authors: Daniel M. Abrams, Haley A. Yaple, Richard J. Wiener
(Submitted on 7 Dec 2010 (v1), last revised 14 Jan 2011 (this version, v2))

Abstract: When groups compete for members, the resulting dynamics of human social activity may be understandable with simple mathematical models. Here, we apply techniques from dynamical systems and perturbation theory to analyze a theoretical framework for the growth and decline of competing social groups. We present a new treatment of the competition for adherents between religious and irreligious segments of modern secular societies and compile a new international data set tracking the growth of religious non-affiliation. Data suggest a particular case of our general growth law, leading to clear predictions about possible future trends in society.

http://arxiv.org/abs/1012.1375

[Sinto informar que o modelo é uma simplificação bastante grosseira. Ele assume que qualquer grupo é tão mais atraente quanto mais dominante na população. É claro que isso leva o grupo majoritário a crescer indefinidamente até a extinção dos demais em ritmo exponencial! Se o modelo fosse verdadeiro em uma ampla faixa de valores, o ateísmo estaria extinto há muito tempo.]"

domingo, 8 de agosto de 2010

Na hora do CENSO 2010, diga claramente - Sou Ateu

Algumas informações sobre o CENSO 2010.

Nós, Ateus, estamos agora contemplados na pesquisa.
Confira o as informações que foram passada pelo colega mspalazzuoli, da lista da STR

"Dia 1 de agosto começa o próximo recenseamento em todo o Brasil.

Em teoria todos os domicílios do país serão visitados.

Existem dois questionários, o 'básico' e o 'da amostra'. Um deles será obrigatoriamente aplicado nos domicílios que estiverem ocupados na data de referência que é "a noite de 31 de julho para 1 de agosto de 2010". O conceito de ocupado é se o domicílio era utilizado como moradia na data de referência.

No questionário básico não existe a pergunta sobre religião, que é "Qual é a sua religião ou culto?", esta questão só está presente no questionário "da amostra", que será aplicado em um número reduzido de domicílios, dizem que a cada 10 domicílios, em 1 será aplicado o questionário da amostra.

Neste Censo (no questionário da amostra, quando o recenseador fizer a pergunta sobre religião ou culto) será possível informar a religião a qual pertence escrevendo o nome da religião.

Quando o recenseador escrever a palavra "Ateu" por completo, aparecerá na lista de opções "Ateu" e ele poderá selecionar esta opção, caso a pessoa sendo recenseada falar que não tem religião os recenseadores estão treinados a escrever "sem religião". Por outro lado os recenseadores estão sendo instruídos a escrever exatamente o que a pessoa declarou e procurar o que melhor se adapta na lista de opções que irá aparecer, portanto cuidado!

Então ateus, é importantíssimo responder "Ateu" ao recenseador e se possível observar na tela do computador de mão se o recenseador digitou isso e selecionou a opção "Ateu"."

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Não estamos sozinhos...

Depois de muuuuuuuuuuito, muito tempo sem atualizar esse espaço, me deparei com um vídeo, o qual não poderia deixar de compartilhar, não que para mim faça alguma diferença, mas tem muita gente que tem medo de sair do armário por medo de retaliações e preconceitos.
Para isso, é importante saber que não se está sozinho, e que existem pessoas """""importantes""""* que também pensam como você.
Para estes, fica o vídeo com alguns ateus famosos, quem sabe isso não ajuda para você se assumir perante "deus e o mundo"....

sexta-feira, 17 de abril de 2009

NÃO EXISTE ATEU DESINFORMADO

Por PHNunzio

Não existe ateu desinformado, como diz Richard Dawkins em seu livro O Relojoeiro Cego, e em que concordo plenamente, é impossível alguém se declarar ateu antes da teoria de Darwin surgir, pois foi ela a primeira a nos deu uma explicação razoável do por que e como estamos aqui.
           

O ateísmo surge de um complexo processo de evolução de pensamento e raciocínio, e demanda esforço, não surge de uma maneira natural, novamente, citando Dawkins, por sermos uma espécie que possui o ferramental físico e mental par construir coisas, buscamos em tudo um efeito de causa e conseqüência, portanto é natural que as primeiras impressões que temos do mundo, da vida, do universo é de que alguém obrigatoriamente teve que deliberadamente construir tudo isso. Resumindo, a hipótese de um deus criador é a mais fácil, e ironicamente a mais natural.
           

Apenas com o avanço da ciência é que pudemos começar a ter uma idéia de como tudo funciona e começamos a colocar deus no lugar que ele merece, na conta dos amigos imaginários, coelhinhos da páscoa e fadas do dente.

O ateísmo é antinatural para a mente humana, pois todos as explicações para a origem tanto da vida quanto do universo fogem da nossa noção de normalidade, fogem dos nossos padrões cotidianos, afinal, como imaginar as escalas de tempo e distância necessárias para que se comece a entender a origem e o funcionamento da vida e do universo?

São muitos dados, muitas teorias e nem sempre em linguagem fácil e acessível, e isso assusta e afugenta. Ser ateu dá trabalho, pois alem de procurar se informar ao máximo, somos bombardeados por todo o tipo de baboseira pseudo cientifica. Superstições antigas com roupagem nova, travestidas em jalecos branco, em pesquisas má dirigidas, sem o controle e o rigor necessários, em que se procura a qualquer custo, dados que sustentem mesmo que parcamente suas proposições. E com isso o caminho para o ateísmo, que já não é fácil, fica muito mais complicado. E o principal motivo é que essas teorias da nova era, ciências “quânticas”, energias vitais, etc., são apresentadas de uma maneira atraente, de fácil compreensão, tentando nos levar mais uma vez a tomar o caminho mais simples.

É muito simples negar a figura de um senhor barbudo sentado em um trono de uma nuvem, atirando raios para terra, ou deuses circulando pelo céu com uma carruagem de fogo, além do mais agora que já sabemos as explicações para tais fenômenos. Não custa lembrar que os deuses foram criados para explicarem os fatos “inexplicáveis” do cotidiano, e suas atribuições na vida humana, como julgar, interferir e tudo mais surgiu, pois somos humanos, e construímos nossos deuses a nossa imagem e semelhança.

Porém hoje em dia nossos trovões, raios, movimentos celestes estão no nível das micro partículas, dos quarks, bósons, energia escura, spins de partículas, cordas, universos paralelos, e assim como antigamente, não demorou muito para aparecerem os gurus quânticos, procurando um significado “espiritual” para tudo isso. Substituindo deus por energia e orações por pensamento positivo. Porém diferentemente dos nossos raios, como citados anteriormente, o comportamento e a vida dessas partículas são muito, muito estranhos, e muito mais complicados de se entender do que a formação de cargas elétricas pelas gotículas de água nas nuvens. Para se entender, mesmo que superficialmente o assunto, a pessoa é obrigada a mergulhar em literaturas e estudos maçantes, cheios de terminologias pouco conhecidas, conceitos de difícil abstração, tabelas, equações gráficos e nenhum apelo emocional.

Como se pode perceber a batalha é desigual, de um lado teorias que buscam conforto, esperança e nos dar um papel central no universo, de outro lado, estudos frios, que exigem uma base de conhecimento técnico para começarem a ser entendidos e que não prometem nem intentam responder questões existências ou encontrar nosso lugar no plano cósmico.

Este é um dos principais motivos do ateísmo ser tão trabalhoso, é uma constante batalha de separar o joio do trigo, os estudos sérios dos embustes, é ter a humildade de reconsiderar posições depois de anos de estudos e defesa sempre que aparecem novos dados e estudos que apontam para uma nova direção. É estar sempre a serviço da ciência e do pensamento cético.

Por isso que afirmo que é impossível existir um ateu desinformado, pois o primeiro passo para o ateísmo é a curiosidade, a não aceitação de “verdades” embaladas em autoridade. Se uma pessoa se declara ateia e não busca respostas para as questões básicas da vida e do universo, ela esta fazendo um desserviço a ela e ao ateísmo em si.

O ateísmo não é uma causa, é uma conseqüência de curiosidade e pensamento crítico, é se maravilhar com o fato de termos chegado a esse ponto, partindo de uma explosão de tempo, espaço e matéria a milhões de anos, não por designo divino, não por energias conspiratórias, mas sim por uma sucessão de eventos tão improváveis que é praticamente impossível de se calcular. E que mesmo assim aconteceram, e só pelo fato de terem acontecido, é que nós podemos estar aqui hoje refletindo sobre isto. E isso não é pouco, é muito mais emocionante e excitante do que imaginar que tudo isso foi criado. É saber que nosso papel no universo não difere do papel de uma molécula de gás na nebulosa mais distante, que independente do que fizermos, do que nossa civilização alcance, não representamos nada para ele. É ser humilde e saber que somos completamente responsáveis pelos nossos atos, e que a única vida que temos é esta.

Portanto não é fácil ser ateu, você precisa de tempo para pensar, repensar, estudar concluir, não pode se aceitar informações batidas no liquidificador pronta para beber, e para isso precisa de tempo e vontade para olhar pro olho do universo e falar, é uma estrada sem fim, mas a recompensa, eu garanto, é melhor do que qualquer uma prometida por qualquer religião, seita ou similares. E quando você chega ao fim pode olhar para trás e dizer de boca cheia, eu tenho um orgulho do caralho de ser ATEU

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Algumas linhas sobre o Universo, ou o fim dele

Assistindo de nova a alguns capítulos da maravilhosa série o Universo, do The History Channel, me flagrei pensando o seguinte. Tudo aponta para que o universo acabe. Estamos vivendo ainda o inicio da vida do universo, e muito, muito antes dele chegar na adolecência o nosso planetinha já terá ido para o limbo a um bom tempo, e isso, o fim do universo, é algo inevitável e sem escapatória.

Por incrível que pareça, apesar de até dar um aperto no coração, a certeza que um dia, num futuro distante, independente do avanço tecnológico, independente de qualquer coisa, o universo, como cenário não existira mais, não teremos nenhum pano de fundo para nossa existência, me deu uma paz e um grande sentimento de humildade, saber que realmente estamos aqui por acaso, e não por nenhum plano de nada ou ninguém, afinal, quem iria se dar ao trabalho de criar tudo isso para alguém, sabendo que teria um prazo de validade?

Mas o que eu quero falar é sobre outra coisa, ultimamente venho sentindo por parte de alguns amigos uma substituição de deus pela "energia", sabe essas pessoas que dizem que existe uma energia cósmica que conspiram e guiam o destino da pessoa, etc? Uma balela dessas, de querer dar um ar cientifico a sua religiosidade.

Mas ai que entra o ponto, sabendo-se que o universo vai ter fim, e q não somos parte de nenhum plano ou similar, como se pode acreditar numa energia que existe e interfere apenas com o ser humano?  Ou com os seres vivos, que seja.

Muito mais fácil ter um sentimento de religiosidade sabendo que todo e qualquer átomo que esta no seu corpo, foi forjado a milhões, bilhões de anos dentro de estrela gigantes, e que os prótons, nêutrons e partículas elementares surgiram no big bang,  por volta de 15 bilhões de anos. 

Quando realmente entrar na cabeça que da mesma maneira q estamos no universo, o universo está entre nós, e q se nos reduzirmos a níveis subatômicos, estamos aqui a mais de 15 bilhões de anos, ai sim, acho q a necessidade de um conceito de deus, ou de alguma força sobrenatural cairá completamente por terra.

bom apenas algumas linhas escritas num momento de ócio, e quem sabe, pode levar as pessoas a refletir sobre humildade e nosso papel no teatro cósmico.

abrass

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Daniel Sottomaior falando sobre ateismo



É triste vermos o nível intelectual dos nossos formadores de opinião, não possuem base para sustentação de suas crenças. Justificam a crença, pela crença.

Triste, muito triste

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Mito 4: Ateus não podem saber que não existe um deus, já que não podem provar que não existe.

Novamente, isto é uma via de mão dupla, porém os teístas evitam admitir o outro lado. Ateístas não precisam provar a não existência de deus, assim como não precisamos provar a não existência de Zeus ou Jupter. Os teístas podem provar que deus é mais provável que qualquer outra alternativa? Claro que não. Ninguém pode provar que deus existe, porém eles continuarão afirmando que sim. Bem, se eles podem ter certeza apesar de não possuírem evidências, nós podemos, á luz da falta de evidências, apoiar o ateísmo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ateus estão cada vez mais fortes

Ateus estão cada vez mais fortes

Os não crentes estão a organizar-se para fazer frente ao poder das religiões .

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Em Janeiro de 2008 os autocarros londrinos apresentavam uma campanha no mínimo diferente. Os cartazes diziam "Provavelmente não existe Deus. Por isso pára de preocupar-te e aproveita a vida.". A primeira campanha publicitária ateia do Reino Unido foi financiada por doações de contribuites anónimos, uma colecta que foi superior às expectativas, nos primeiros dois dias recolheram 65.000 euros para custear a publicidade.


Esta semana é a vez de Washington nos Estados Unidos estrear uma campanha ateia. Os ateus são cada vez mais um grupo organizado e com voz própria. Mas na América não é fácil assumir que se nega a existência de Deus. O biólogo Richard Dawkins afirmou mesmo que "a situação dos ateus hoje em dia na América é comparável com a dos homosexuais há 50 anos". O seu ensaio “O espelhismo de Deus” vendeu 1,5 milhões de exemplares.

Os 10 Maiores Mitos sobre o Ateísmo - Parte 3

Mito 3: Ateístas acreditam na evolução, mas ela não responde tantas questões como o criacionismo.

O ateísmo não é uma teoria científica, é apenas a falta de religião*. Nós acreditamos na ciência,e que todas estas questões serão respondidas no futuro através da ciência. Por enquanto está funcionando, nos dando teorias como a da evolução, dos movimentos geológicos, e o Big Bang, e tudo isto baseado em evidências, mas não obrigatoriamente endossados por todos os ateístas.
O criacionismo não nos dá todas as respostas também. Além disso, ele escolhe que questões responder, e desencoraja as outras. Os teístas relutam em discutir de onde veio deus, e o que ele fazia antes da criação. Eles se recusam a dar resposta às inúmeras inconsistências bíblicas, ou às incríveis injustiças no mundo, já que sabem que não existem tais respostas. Eles no máximo respondem que "essas são coisas que os humanos não conseguem entender completamente", ou que " deus opera de maneiras misteriosas". Por fim, a religião não responde tantas questões, com levanta.

*Nota do tradutor: Novamente o autor coloca o ateísmo como falta de religião. Mas vale frisar que o ateísmo é a falta de crença em qualquer tipo de deus.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Religião é besteira - George Carlin


Vídeo CLÁSSICO

Os 10 Maiores Mitos sobre o Ateísmo - Parte 2

Por Dave Silverman

Mito 2: Ateístas não tem moral, já que eles não acreditam em Deus

Que mundo triste é este em que pessoas afirmam que os humanos precisam temer a danação eterna para fazer o bem. Esta é uma afirmação que deixa a maioria dos ateus com raiva e pena; raiva pois isto é uma afirmação preconceituosa que só serve para promover a intolerância, e pena pois demonstra a ignorância de quem afirma isto , e a vontade de aceitar tamanha besteira.
Correndo o risco de validar tal questão, a resposta precisa ser dada de maneira a expor a idéia de que ele ouviu é errado de várias maneiras. Não tem que ser respondida com raiva, e sim com compaixão.
As noções do certo e errado vem seus próprios cérebros, assim como de sua criação e da sociedade. Ateístas fazem o bem, não por conta do medo ou da repressão, mas porque é o certo a ser feito.
Nós valorizamos a família, a sociedade, a cultura, e é claro, a liberdade. Muitos defendem esses valores com a própria vida. Exemplos:

1) Muitos católicos tomam decisões contra a igreja. Por exemplo, alguns usam métodos anticoncepcionais, ou realizam abortos, independente do que seus pastores pregam.Se essas pessoas podem tomar decisões independente do que a igreja prega, então os ateístas também pode tomar decisões sem igreja alguma.
2)A escravidão não só era aceita a 200 anos atrás, como também era considerada uma coisa boa, e a bíblia era utilizada para defender estas idéias. A bíblia também foi utilizada para justificar o holocausto, as cruzadas e a inquisição espanhola.

Por quê isto é relevante? Pois isto mostra que a bíblia pode ser utilizada para defender até as mais imorais e anti éticas idéias, e que ela não e uma fonte adequada para medir a moral e o comportamento ético.

3)Por fim, mencione pessoas más, e religiosas. Lembre que Hitler era católico, e Jeffrey Dahmer dava graças antes de comer suas vitimas. Mencione também que basta abrir o jornal para achar noticias de denuncias de escândalos sexuais de padres, geralmente, contra crianças. Não esqueça que nosso grande amigo Jim Baker (que fraudou milhos de seus seguidores) e Jimmy Swaggart (que pediu perdão apenas apos ser pego com prostitutas).

4)Sempre lembre também que apenas dos ateus somarem entre 8 e 10% da população, apenas 1% da população esta na prisão. Isto quer dizer, pense nisto, e se de 8 a 10% da população decidisse quer era correto, roubar, estuprar e assassinar? Nós teríamos o caos! Isto servirá para provar que religião e moral não são nem um pouco relacionadas.

Utilize essas afirmações para provocar os teístas, e ai é o ponto no qual você deve mencionar que tudo o que você disse pode ser verificado, e que a afirmação deles é preconceituosa com cerca de 25 milhões de pessoas. Esta é a oportunidade de abrir os olhos deles para o fato de que só porque pensamos diferente, isto não nos torna maus.

Os 10 Maiores Mitos sobre o Ateismo - Parte 1

PHNunzio: Começo agora a expor uma série de mitos sobre o ateismo, catálogados por Dave Silverman, membro da America Atheist. Para o texto original, na integra, visite: http://humanists.net/avijit/article/top_10_atheist_myths.htm

 

por Dave Silveran

Traduzioi por PHNunzio

 

Como eu disse muitas vezes, o propósito desta coluna não é promover uma rixa entre ateístas e teístas, e sim promover um entendimento e tolerância.

 

De qualquer maneira, como todos nós sabemos, muitos teístas tem tamanho preconceito conosco que nem se permitem trocar idéias e procurar nos entender. E isso geralmente não é culpa deles, já que sempre foram ditas coisas terríveis sobre o ateísmo pelas pessoas nas quais eles confiam, como os padres e pastores.

 

É este preconceito e intolerância, uns dos principais fatores que mantém muitos ateístas "no armário", e os teístas na ignorância. Com diálogo, e sem preconceito, ambos os lados se beneficiarão e o pais será um lugar mais livre. Neste artigo, mostrarei alguns dos mitos mais populares sobre o ateísmo, assim como suas respostas. Com alguma sorte, isto irá preparar os ateístas para futuros embates, e deixá-los mais confiantes em se expor como ateístas, assim como permitir para os teístas entenderem um pouco mais sobre a mentalidade ateísta.

 

Mito 1: Ateístas são todos iguais

 

            Você pode entender porque os teístas acreditam nisto, depois disto ser dito inúmeras vezes por seus pastores. Esta crença é reforçada pelo fato de que suas crenças dependem muito mais do que simplesmente acreditar em um Deus. Por exemplo, os católicos precisam também ter a mesma posição acerca do aborto, métodos contraceptivos e homossexualidade, para poderem ser chamados de católicos praticantes. Portanto na mente deles, no ateísmo isto deve ser similar.

            Contudo, ateísmo não é uma religião, e sim a ausência de religião*, Como resultado, nós só nos ligamos no fato de sermos ateus. Nós somos republicanos e democratas, homens e mulheres, hétero e homossexuais, brancos e negros. Aceitamos todas a pessoas como iguais, e apreciamos a diversidade (não são muitos os religiosos que podem dizer isto). Nós não discordamos em muitos assuntos, e as discussões são comuns e encorajadas. Acima de tudo, os ateístas querem o direito a discordar, mesmo que seja um do outro.

 

*nota do tradutor: Apenas para deixar claro, ateísmo não é apenas a ausência de religião e sim a ausência da crença em um deus, seja ele do tipo que for, pessoal ou não.